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No pressuposto da vontade de uma análise à urbanidade, tendo certo que o antigo olhar sobre a realidade caminha no sentido do declínio, a exposição Manipulation: The Return of Utopia desafiou as ferramentas contemporâneas através de um jogo de utopias, num novo contexto de verdade, o da pós-utopia.

Neste sentido, Tiago Casanova desenvolveu e concretizou, através da configuração videográfica adaptada à instalação uma obra original, perseguidora do edifício idealizado de planta circular, posicionado num contexto (des)figurado e abstrato, que pretendeu assumir uma forte relação com o corpo e a percepção do espectador, iniciando um processo de várias verdades sobre uma verdade, de desorientação sobre uma orientação, de reflexo da sociedade sobre a precisão na captação do gesto, de desenvolvimento crítico sobre um novo ritmo de observação. Filipe Raposo integrou também a exposição, com a criação da sonoplastia que pretendeu reforçar o apelo de sentido(s) da experiência espacial.

Exposição Manipulation: The Return of Utopia Curadoria Andreia Garcia Instalação Tiago Casanova Sonoplastia Filipe Raposo Organização Arquivo 237 . Rua da Rosa 237 . Lisboa Data 19 – 26 de Abril


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É, desde 2017, professora auxiliar convidada no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior.

 

 

Colaboradores

2017.

Inés Brotons (ES)

 

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