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A Casa na Adega é um espaço complementar na quinta em que se insere e, como tal, foi concebido como um local que leva o seu conceito espacial ao limite.

A (in)definição programática permitiu-nos trabalhar um espaço abstrato em open-space que tanto dá lugar a um jantar, como rapidamente se pode transformar num espaço domesticado para albergar visitas.

O distanciamento à casa principal e a consequente proximidade a uma natureza mais virgem, levou-nos a querer explorar o conceito de pavilhão na floresta, que se reflete na organização espacial, mas também na materialidade adotada.

Um jogo de quatro paredes espessas define o espaço habitável e determina os enquadramentos visuais sobre a paisagem envolvente, que apontam no sentido dos quatro pontos cardeais. Os volumes maciços, desenhados por réguas verticais de madeira, são os contentores do programa – quarto, sala, cozinha e w.c. -, que se esconde subtilmente por detrás da estereotomia que define as fachadas interiores e exteriores, numa mesma materialidade. O teto e o pavimento, numa betonilha escura, ajudam a emoldurar a natureza circundante, enfatizando a sua presença no espaço interior.

(em construção)
Arquitetura
 Andreia Garcia Architectural Affairs + Diogo Aguiar Studio Equipa Andreia Garcia, Diogo Aguiar, Daniel Mudrák Tipologia Pavilion House Área 75 m2 Fotografia Andreia Garcia


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É professora auxiliar convidada, desde 2017, no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior e, desde 2018, na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

 

 

Colaboradores

 

2018.

Margarida Antunes (PT)

Clara Asperilla (ES)

 

2017.

Inés Brotons (ES)

 

Contactos
praça coronel pacheco nº2, 4050-453 Porto
andreiasogarcia(at)gmail.com