Captura de ecrã 2017-11-21, às 12.19.56

A Casa na Adega é um espaço complementar na quinta em que se insere e, como tal, foi concebido como um local que leva o seu conceito espacial ao limite.

A (in)definição programática permitiu-nos trabalhar um espaço abstrato em open-space que tanto dá lugar a um jantar, como rapidamente se pode transformar num espaço domesticado para albergar visitas.

O distanciamento à casa principal e a consequente proximidade a uma natureza mais virgem, levou-nos a querer explorar o conceito de pavilhão na floresta, que se reflete na organização espacial, mas também na materialidade adotada.

Um jogo de quatro paredes espessas define o espaço habitável e determina os enquadramentos visuais sobre a paisagem envolvente, que apontam no sentido dos quatro pontos cardeais. Os volumes maciços, desenhados por réguas verticais de madeira, são os contentores do programa – quarto, sala, cozinha e w.c. -, que se esconde subtilmente por detrás da estereotomia que define as fachadas interiores e exteriores, numa mesma materialidade. O teto e o pavimento, numa betonilha escura, ajudam a emoldurar a natureza circundante, enfatizando a sua presença no espaço interior.

(em construção)
Arquitetura
 Andreia Garcia Architectural Affairs + Diogo Aguiar Studio Equipa Andreia Garcia, Diogo Aguiar, Daniel Mudrák Tipologia Pavilion House Área 75 m2 Fotografia Andreia Garcia


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É, desde 2017, professora auxiliar convidada no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior.

 

 

Colaboradores

2017.

Inés Brotons (ES)

 

Contactos
praça coronel pacheco nº2, 4050-453 Porto
andreiasogarcia(at)gmail.com