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O programa da área da Arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia de 2017, assentou na consolidação da memória do lugar através do desafio à transformação e à exploração da forma (como matéria arquitetónica e urbana) a partir da Arquitetura e da Arte.

Este laboratório privilegiado — o de refletir e atuar sobre o território específico da Maia num curto espaço de tempo, como é a duração de um evento como uma bienal —, permitiu, pelo atravessamento destas práticas, discursos e reflexões, enquadrar o programa para a Arquitetura como uma metáfora das questões contemporâneas que, de forma mais permanente, e provocando os limites tangíveis inerentes às práticas dos artistas e dos arquitetos convidados, assumisse a discussão sobre o imaginário urbano, sobre os lugares de permuta da cidade, sobre o modo de pensar os processos identitários na preservação da cultura material, sobre a cidade enquanto expressão social do progresso, sobre a sociedade do espetáculo, sobre os espaços de confronto e de contaminação, sobre a arte pública como ferramenta para a reconstituição do espaço público, sobre o sentido de pertença, experiência, memória e apropriação.

 

_Shaping Shape_

in-cisões-forma
Diogo Aguiar Studio + Pedro Tudela
obra permanetente
Silos da Maia

travessa
Fahr 021.3 + Dalila Gonçalves
obra permanetente
Silos da Maia

 

_Unlimited Shape_

focus
Moradavaga
obra permanente
Fórum da Maia

a linha da história foge à linha do tempo
Gabriela Vaz-Pinheiro
obra patente até Julho de 2019
Aeroporto Francisco Sá Carneiro

Curadoria Andreia Garcia Arquitectos e Artistas Dalila Gonçalves, Diogo Aguiar Studio, Fahr 021.3, Gabriela Vaz-Pinheiro, Pedro Tudela Organização Câmara Municipal da Maia, Lionesa, Fábrica 3Às Coordenação Eduarda Pinto Co-coordenação João Vasconcelos Coordenação de Programação Alexandra Mariz


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É professora auxiliar convidada, desde 2017, no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior e, desde 2018, na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

 

 

Colaboradores

 

2018.

Margarida Antunes (PT)

Clara Asperilla (ES)

 

2017.

Inés Brotons (ES)

 

Contactos
praça coronel pacheco nº2, 4050-453 Porto
andreiasogarcia(at)gmail.com