82_20170925_8446_A01

O programa da área da Arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia de 2017, assentou na consolidação da memória do lugar através do desafio à transformação e à exploração da forma (como matéria arquitetónica e urbana) a partir da Arquitetura e da Arte.

Este laboratório privilegiado — o de refletir e atuar sobre o território específico da Maia num curto espaço de tempo, como é a duração de um evento como uma bienal —, permitiu, pelo atravessamento destas práticas, discursos e reflexões, enquadrar o programa para a Arquitetura como uma metáfora das questões contemporâneas que, de forma mais permanente, e provocando os limites tangíveis inerentes às práticas dos artistas e dos arquitetos convidados, assumisse a discussão sobre o imaginário urbano, sobre os lugares de permuta da cidade, sobre o modo de pensar os processos identitários na preservação da cultura material, sobre a cidade enquanto expressão social do progresso, sobre a sociedade do espetáculo, sobre os espaços de confronto e de contaminação, sobre a arte pública como ferramenta para a reconstituição do espaço público, sobre o sentido de pertença, experiência, memória e apropriação.

 

_Shaping Shape_

in-cisões-forma
Diogo Aguiar Studio + Pedro Tudela
obra permanetente
Silos da Maia

travessa
Fahr 021.3 + Dalila Gonçalves
obra permanetente
Silos da Maia

 

_Unlimited Shape_

focus
Moradavaga
obra permanente
Fórum da Maia

a linha da história foge à linha do tempo
Gabriela Vaz-Pinheiro
obra patente até Julho de 2019
Aeroporto Francisco Sá Carneiro

Curadoria Andreia Garcia Arquitectos e Artistas Dalila Gonçalves, Diogo Aguiar Studio, Fahr 021.3, Gabriela Vaz-Pinheiro, Pedro Tudela Organização Câmara Municipal da Maia, Lionesa, Fábrica 3Às Coordenação Eduarda Pinto Co-coordenação João Vasconcelos Coordenação de Programação Alexandra Mariz


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É, desde 2017, professora auxiliar convidada no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior.

 

 

Colaboradores

2017.

Inés Brotons (ES)

 

Contactos
praça coronel pacheco nº2, 4050-453 Porto
andreiasogarcia(at)gmail.com