Captura de ecrã 2017-12-12, às 12.09.40

A arquitetura está em constante repetição, reencena o seu próprio corpo, a fim de se (re)criar a si mesma. Repete-se tipologicamente. Repete-se materialmente. Repete-se nos seus pormenores mais básicos de construção, no tijolo, na janela, na escada… repete-se no próprio edifício, nos edifícios evolventes, em diferentes culturas, locais, mundos. Repete-se na estrutura, nas grelhas, nas métricas, nos layers, nos pisos. Repete-se na forma como constrói a cidade, a rua, a malha urbana.

A repetição pode ser entendida como uma estratégia projetual. O pensamento sobre os modos de repetição que absorvemos na simetria de uma planta ou de um alçado repercute-se na experiência espacial do desenho construído.

Talvez a repetição de um objeto arquitetónico possa ter dois sentidos, já que os elementos que o constituem podem repetir-se entre si, construindo ritmos pela marcação de distâncias, ainda antes de se repetir a condição que o torna edifício, a reencenação do habitar. Sobre a imagem de si próprio, uma réplica e um original, em medidas iguais. Talvez até seja nesta dualidade que surge o novo.

 

Bruno Cidra (Sem título, 2017)

Os Espacialistas (Corpo Móvel, 2017)

Inês Teles (Blinds, 2017, Blinds #2, 2017)

Nuno Pimenta (Unless (Rhythm of Twenty), 2017)

João Araújo e Rita Huet (Additive Subtractions, 2017)

Ana Vidigal (Projeto para Memória Descritiva, 2013-2014)

André Cepeda (Forma #7, Brooklyn, NY, 2016)

 

Título Rhythm of Distances: Propositions for the Repetition Curadoria Andreia Garcia Obras P6 Ana Vidigal, André Cepeda, Bruno Cidra, Inês Teles, João Araújo e Rita Huet, Nuno Pimenta, Os Espacialistas Design Gráfico Studio Dobra Organização Porto Lazer Local Galeria Vertical, Silo Auto Datas 17.11.2017 – 04.03.2018


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É professora auxiliar convidada, desde 2017, no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior e, desde 2018, na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

 

 

Colaboradores

 

2018.

Margarida Antunes (PT)

Clara Asperilla (ES)

 

2017.

Inés Brotons (ES)

 

Contactos
praça coronel pacheco nº2, 4050-453 Porto
andreiasogarcia(at)gmail.com