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Esta foi a segunda edição do Impressões Expressas e o cariz interpretativo literário continuou a assumir-se como a principal função do projeto, este ano, dedicado a Sophia de Melo Breyner.

Cada vez mais os universos literários, como os expositivos, se vão cruzando com as questões da tecnologia. Daí que o projeto Sophia Sophia da autoria de Sara Orsi seja pertinente porque explora de forma assumida este debate contemporâneo. Não se colocando à margem de processos que lhe são muito íntimos, com recurso às técnicas de programação e manipulação web, a artista permite que as obras de Sophia de Melo Breyner sejam redescobertas sobre uma experiência provocadora de novas ressonâncias. Porém, esta não é uma obra que colide com a poesia da autora, pelo contrário, vai ao encontro da sua obra, e dispõe, de um modo subtil, um novo tempo, um novo significado, uma minuciosa construção a partir do acaso de uma linguagem de programação tecnológica mais complexa e impercetível ao público.

A partir do que é visível – a pintura de trechos no chão da rampa dos Jardins do Palácio de Cristal –, a experiência inicia-se. Parte, portanto, do tecido do lugar e, por via da tecnologia, com recurso do smartphone, passa para um segundo plano em cujo grau da interferência humana acontece. Esta relação, que explora e conflui o corpo, o espaço e a literatura, interroga o público sobre a criação do novo a partir de Sophia de Melo Breyner.

As viagens, infinitas, através do recurso à APP não reproduzem a obra da poetiza, que em 2017 é o tema da Feira do Livro do Porto, mas utiliza a tecnologia como um sistema que parte da mão humana e cria novas composições, novas combinações, novas formas de olhar, novas formas de compreender, novas relações com o parque, novas formas de celebrar.

Curadoria e Coordenação Editorial Andreia Garcia Artista Sara Orsi Produção Porto Lazer


Andreia Garcia (Guimarães, 1985) é arquiteta, curadora, investigadora e professora em áreas da arquitetura, da cidade, do design e da cenografia urbana. Fundadora do Andreia Garcia Architectural Affairs, atelier sediado no Porto, tem-se especializado na disseminação da arquitetura através da investigação, de prática curatorial e de projetos editoriais.

 

De 2011 a 2012, foi comissária do projeto Smaller Cities e coordenadora dos projetos da Paisagem Criativa na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. Em 2015 foi curadora do Projecto Memória que celebrou o centenário do Theatro Circo de Braga e que culminou com o lançamento do livro “O Theatro e a Memória”. Em 2016, foi responsável pela coordenação editorial e programação da Representação Portuguesa na XXI Trienal de Milão.

 

Em 2017, assume a curadoria do programa de arquitetura para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia e é convidada a pensar duas exposições para a Galeria Vertical, no Silo auto do Porto.

 

Andreia Garcia é mestre em Arquitetura, com a dissertação intitulada Arquitectura e Cinema. Jacques Tati e Le Corbusier – Diálogos sobre o Modernismo, pelo Departamento de Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI, 2008).
O doutoramento que concluiu em Teoria e História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL, 2015) recebeu o Prémio Professor Manuel Tainha, pela melhor Dissertação no Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015. Em 2016 lançou o seu primeiro livro individual intitulado Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade, pela Caleidoscópio.
Desde finais de 2016 é cofundadora, com Diogo Aguiar, da Galeria de Arquitectura, um espaço independente dedicado à reflexão sobre a arquitetura, no Porto.
É, desde 2017, professora auxiliar convidada no Curso de Arquitetura da Universidade da Beira Interior.

 

 

Colaboradores

2017.

Inés Brotons (ES)

 

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